Destaque

Primeiro post do blog!!

A batalha da edição de um blog. Humano X tecnologia.

Finalmente, consegui editar esse post automático (e chato), que tem uma imagem que me lembra mais Dark Souls II do que tranquilidade. Mas serve, por enquanto.post

Perdão…

justi1Essa é uma palavra fácil de dizer mas difícil de por em pratica. O que é o perdão? Não fazer nada? Não, o perdão é deixar toda a raiva e magoa irem embora, se libertar do mal que alguém te causou e deixar o destino dessa pessoa “pra lá”.

Parece o mesmo que deixar alguém sair impune, não é? Não, porque a justiça verdadeira não pode ser posta em pratica por nós, as vítimas. A justiça é uma mulher vendada sentada numa cadeira, com uma espada numa mão e uma balança em outra.

Por que essa é a imagem da Justiça? Ela tem vendas pois seu julgamento é imparcial, a balança serve pra equilibrar a culpa do ato e a punição no mesmo peso. E a espada representa o poder de punir, e está levantada para mostrar que todos estão sujeitos ao poder da justiça. E por que é uma mulher?

Julgar atos é analisar emoções, atenuantes, agravantes, não pode ser fria em relação às causas e motivos, nem ignorar situações. E quem entende melhor de emoções e motivos do que a mulher?

Perdoar é um ato de libertação e está separado da Justiça pois as vítimas não são imparciais.

A justiça deve ser imparcial pois senão vira vinganca, e a vinganca tende a inflingir um castigo maior do que é justo e isso não é a mesma coisa que virar a pessoa que nos causou mal? Não somos mais vítimas nessa situação e sim infratores. E Viramos réus, até mesmo se for o contrário, dar um castigo menor que o justo, eh ser injusto e portanto virar um infrator.

O desequilíbrio na balança da justiça cria conflito e só o equilíbrio da justiça pode trazer a paz. E como a justiça corrigirá o mal causado e trará a paz, por que ficar remoendo algo que já passou e que você não será o juiz que punirá a pessoa e nem o agente que restaurará o equilíbrio?

Perdoar não é abrir mão da justiça, é libertar a mente.

*Imagem retirada do Pinterest.

**O assunto perdão e justiça são muito longos, farei mais postagens sobre o assunto.

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Teoria de Hobbes sobre o homem (2)

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Continua…Na verdade, eu queria parar a “arte” e só dizer “sem uma sociedade, os gananciosos se aproveitam pra tomar o trabalho alheio, e sem consenso entre grupos, todos começam a brigar entre si, e vira The Walking Dead.

Não que todo homem será o Negan, existem “grupos Rick”. Mas como um homem desconfia do outro, acaba que todas as tentativas de acordo de paz (estejam)sejam* fadadas ao fracasso. Afinal, “quem me obriga a cumprir? O outro irá cumprir?”.

Então para que exista a paz efetivamente, e a garantia de acordos que serão cumpridos, deve haver um poder maior do que qualquer grupo, e esse poder é “o Estado”.

De acordo com Hobbes (e a série The Walking Dead), a falta do “Estado” impede o desenvolvimento da humanidade (sem tecnologias, comércio, remédios, justiça e injustiça nem existem)…

Além de (e ele é super contraditório nessa) a Natureza obriga a busca da paz. Não por medo de violência, mas por causa do nosso medo instintivo da morte e a nossa esperança de dias melhores através de trabalho e esforço. Coisa que não podemos fazer se estivermos em conflito. Então, basicamente ele diz que queremos brigar mas na verdade queremos a paz…vou reler, mas é isso aí.

Somos seres humanos, e Thomas Hobbes é muito idealista, ele chegou muito perto de explicar a sociedade. Rousseau continua nessa história, e refuta Hobbes em algumas partes, e o resumo sobre a obra de Rousseau virou “o homem troca a liberdade pelo contrato social” (e não é isso). Bom, mal comecei a desmistificar Thomas Hobbes, Rousseau ainda é muito cedo pra “dissertar”.

Ainda estou enrolando…

Fazer o roteiro de uma história eh fácil, comparado com desenhar… Eu queria ter aqueles tablets caros de fazer desenhos, facilitaria um pouco. 

Depois de explicar o que Hobbes disse sobre a natureza humana e “A Natureza” ainda tem as partes legais do livro. Mas não dá pra comentar isso antes de desfazer essa imagem de “o absolutista do mal”… 

Autores brasileiros: Graciliano Ramos

No Brasil existem bons autores, muito bons mesmo, e tem aqueles que querem que a gente ache “cult”. E tem outros autores que achamos ruins porque nos mandaram ler o livro errado. Um desses injustiçados se chama Graciliano Ramos.

Nas listas de vestibular, que eu tive que ler, tinha um livro dele bem chato e arrastado (principalmente pra quem tinha que ler uns 30 livros diferentes) que é São Bernardo. Li muito rápido e por cima, mas é que ele começa a ser preconceituoso e usa estereótipo (odeio, perco o interesse quando noto isso), daí, tipo, desisti dele e li o livro meio “por cima”. Mas aí vem Fuvest e pede outra obra dele, Vidas Secas.

Porém era uma época diferente, a fuvest é muito mais perto de dezembro do que os outros vestibulares ( que são em setembro e outubro) e como já tinha estudado toda a matéria, só restou a lista de livros pra ler. E comecei por Vidas Secas (minha opinião na época era, começo pelos livros mais chatos), e São Bernardo era chato então…raciocínio tosco, mas quem não tem?

Fiquei surpresa. Era outro Graciliano Ramos, com personagens complexos, situações difíceis e nada artificial. Sem estereótipos, nada de desgraça desnecessária, o livro se propõe a mostrar uma realidade desconhecida por muitos brasileiros. Apresenta um problema, mostra causas, e deixa no ar uma reflexão e até mesmo uma responsabilidade para nós, como sociedade, pra resolvermos esse problema.

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é 4,5 estrelas. Só Shakespeare é 5 estrelas, pois só ele começa zoando estereótipos, e só ele tem a capacidade de parar uma história pra dizer “vc não é melhor que ninguém não. Eu tive que dizer o que é certo e errado, e vc aí se julgando moralmente superior” e ainda dar uma lição sobre o perdão numa história como Otelo (vc lendo, aí vem uma parte “deixa eu aproveitar e te dizer uma coisa importante, que cabe nesse contexto, e vai te ajudar na vida…”).

Porque gosto de Shakespeare…

(Eu sei, tô devendo o resto da história de Hobbes, mas é mais difícil fazer os desenhos do que falar…)

Eu disse num post anterior que não gostava de linguagem artificialmente rebuscada. Agora vou dizer o motivo: Shakespeare.

Existe muita controvérsia sobre a vida desse autor, mas não quero focar nisso, somente nas obras.

Bom, como toda boa maratonista de séries americanas (Supernatural, Vampire Diaries, The Game of Thrones etc etc) eu já ouvi falar da obra Macbeth. As crianças (nas séries) sempre estão encenando, um personagem fala que participou… em algum momento, falam de Macbeth… mas o que é? sobre o que fala? Dei uma googlada e achei uns resumos ruins, desisti de saber, então achei na feira de livro por um preço legal, e reservei na estante.

Mas a citação de Macbeth não para, aí resolvi ler. É uma peça de teatro do ano de 1500, aí pensei, já sei! Vou ler como se fosse do jogo Witcher 3, interpretado pelos amigos do Dandelion.

Anyway, tem que ser lida assim mesmo. Fiquei enrolando e nem disse o pq de eu odiar o rebuscamento e onde Shakespeare se encaixa..

Bom… aqui, em Macbeth. O autor começa a história falando sobre uma situação e aí aparecem as bruxas do destino( as moiras do Geralt), do jeito dele, aparece a explicação sobre elas, a personalidade e etc ( vc não precisa ter conhecimento prévio sobre isso)..

Vou dar um spoiler, numa parte da história Lady Macbeth (esposa de Macbeth) vai matar o rei enquanto ele dorme e olhe como, o autor escreve essa cena sangrenta:

” [Ouve-se o toque de um sino.]
Vou eu, e a coisa estará feita. Convida-me o sino. Que não o escutes, Duncan pois esse é um dobre fúnebre, que vem te chamar para o céu, ou para o inferno.”

Existem tantos jeitos de escrever isso. 
Romântico: “Ela puxou a adaga e segurou o pescoço de Duncan. Fez um corte de orelha a orelha que quase o decapitou. E o sangue jorrava pelas paredes, e seu vestido branco transformara-se em vermelho carmim”
Realismo: “A mulher virou uma fera bestial, mas com a delicadeza de um suave vento, fez um corte rápido enquanto o sangue escorria pelo pescoço de Duncan”

O jeito que Shakespeare escreveu a cena é rebuscado, sutil, cheio de decorações e enfeites. Porque ele vai descrever um ato horrível. Nem o sino, e os personagens (e discursos antes da cena fatídica) são enfeites, tudo está lá pra descrever “o indescritível”, tudo é necessário, essencial…

E a história, com a cena terrível, os personagens ambíguos, as bruxas, etc etc…são partes de uma obra que passa uma mensagem “você não pode justificar o injustificável, você não pode fugir de sua consciência. Eu sou o autor ‘universo’, sei de todas as intenções, todas as hipocrisias, não adianta argumentar comigo, porque sei a verdade.”

Por isso eu gosto de Shakespeare. Ele não faz uma história sem dar uma lição de vida, não coloca tags nos personagens.

E em Hamlet ele te joga (como leitor) na mesma moral e hipocrisia alheia, faz uma parada na história e diz: “estou te dizendo que tudo isso é errado, agora, e vc concorda, mas há 1 minuto atrás vc não via nada de errado na situação q eu descrevi. Eu tive que te dizer que era errado, vc não é melhor que ninguém, então baixe a bola e desça do pedestal Sr. Moralidade” (claro que de um jeito mais poético, mas a mensagem é essa).

E eu sei que existem obras creditadas a Shakespeare, que jorram sangue, mas não creio que seja dele. Por que mesmo um escritor em começo de carreira possa escrever livros ruins, o enfoque dele é mais no sarcasmo e ironias, sim as histórias são “sangrentas”, mas além dele ser sutil, a grande assinatura dele é a ironia. Uma história ruim, teria ironias ruins.

No próximo capítulo…

Terá Castiel (o anjo de Supernatural), muita ação, fogo, efeitos especiais, explosões, revoluções…. Será quase uma série em quadrinhos sobre a teoria do homem “natural” de Thomas Hobbes. Será emocionante…e didático.

Aguarde!

Teoria de Hobbes sobre o Homem (1)

Eu juro que queria desenhar melhor… ser Van Gogh, Monet…mas tô mais pra Picasso com 3 meses de idade…desenhando… com a mão esquerda…dese

A história continua…